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Mais um!
Bom, sexta-feira é sempre um dia bom. Inicio do final de semana, amigos, festas e descanso.
Espero que todos fiquem bem, e que todos estejam bem. Agradeço a todas as visitas, mensagens e e-mails. Já gosto de todos vocês que por qualquer motivo entram no meu blog e se interessam pelo meu mundo. Bom final de semana a todos.
Resolvi postar hoje um poema do Fernando Pessoa. Espero que gostem e digam o que acharam.
Outros terão Um lar, quem saiba, amor, paz, um amigo. A inteira, negra e fria solidão Está comigo.
A outros talvez Há alguma coisa quente, igual, afim No mundo real. Não chega nunca a vez Para mim.
"Que importa?" Digo, mas só Deus sabe que o não creio. Nem um casual mendigo à minha porta Sentar-se veio.
"Quem tem de ser?" Não sofre menos quem o reconhece. Sofre quem finge desprezar sofrer Pois não esquece.
Isto até quando? Só tenho por consolação Que os olhos se me vão acostumando À escuridão.
Fernando Pessoa, 13-1-1920.
Escrito por jaime às 14h13
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RENATO RUSSO

Quando escrevi sobre Cazuza disse que Renato Russo, juntamente com ele, tinham sido os maiores representantes da musica jovem brasileira dos anos 80/90, e o tempo tem provado exatamente isso. Os anos 80 foram ricos e inigualáveis na área musical. Lá surgiram Lulu Santos, Marina Lima, Capital, Barão, Kid Abelha e muitos outros, mas anda fez e faz ainda tanto sucesso como a Legião Urbana.
Na minha adolescência era mania ouvir Legião Urbana. Todo mundo ouvia e adorava. Me lembro que ganhei o primeiro vinil da Legião da minha prima e adorava. Era o disco “ As quatro estações”, quem nunca cantou “ Há tempos”, “ Pais e filhos”, “ Meninos e Meninas”, “ Teatro dos Vampiros” (minha predileta) entre inúmeros outros hits?
Renato gostava de cantar, de compor a acima de tudo contestar. Suas letras eram ambíguas, irônicas, as vezes até agressiva. Renato não levantava bandeiras, as criava.
Renato também tinha uma carreira paralela a Legião e que também fez muito sucesso. Seu cd com canções em italiano é lindo, emocionante.
Como disse fez parte de minha história, embalou muita coisa boa, descobertas, festas e ainda vive para muita gente.
Que bom saber que ainda conseguimos dar valor aquilo que de certa forma foi bom e continua sendo, sem cair no esquecimento.
Escrito por jaime às 16h05
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Recordar é viver - 9ª parte - ET- O Extraterrestre
ET – O filme, é o primeiro longa metragem que me recordo de ter assistido no cinema, ainda criança, com uns 4 ou 5 anos de idade, não me lembro bem.
Lembro sim do filme. Adorei, achava incrível aquela cena em que eles “voam” com a bicicleta, o momento em que o ET aponta a sua casa, enfim foi o filme que mais marcou minha infância sem sombra de duvida.
Até hoje quando assisto ainda fico impressionado com os efeitos e com a própria lição do filme do quanto é difícil admitirmos e aceitarmos as diferenças, o quanto precisamos nos esconder para muitas vezes sermos aceitos.
Já se passaram mais de 20 anos do filme, mas ET- O extraterrestre ainda agrada crianças e adultos de todas as gerações.
Escrito por jaime às 16h20
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Aproveite a vida sempre!
Resolvi postar hoje um poema do Pablo Neruda, poeta chileno falecido e que deixou uma grande obra, que acredito, diz com exatidão que a vida é para ser vivida intensamente, sempre.
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"Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não arrisca vestir uma cor nova e não fala com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o escuro ao invés do claro e os pingos nos is a um redemoinho de emoções, exatamente a que resgata o brilho nos olhos, o sorriso nos lábios e coração aos tropeços.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto, para ir atrás de um sonho.
Morre lentamente quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, ouvir conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da sua má sorte, ou da chuva incessante.
Morre lentamente quem destrói seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, nunca pergunta sobre um assunto que desconhece e nem responde quando lhe perguntam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em suaves porções, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples ar que respiramos. Somente com infinita paciência conseguiremos a verdadeira felicidade.”
Pablo Neruda
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Escrito por jaime às 08h32
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